<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><xml><records><record><source-app name="Biblio" version="6.x">Drupal-Biblio</source-app><ref-type>5</ref-type><contributors><authors><author><style face="normal" font="default" size="100%">Carvalho, E. M.</style></author></authors></contributors><titles><title><style face="normal" font="default" size="100%">Valores na Ciência e a perspectiva ecológica do conhecimento científico</style></title><secondary-title><style face="normal" font="default" size="100%">Ciência: epistemologia e ensino</style></secondary-title></titles><dates><year><style  face="normal" font="default" size="100%">2024</style></year></dates><urls><web-urls><url><style face="normal" font="default" size="100%">https://philpapers.org/rec/CARVNC</style></url></web-urls></urls><publisher><style face="normal" font="default" size="100%">Editora do PPG Filosofia da UFRRJ</style></publisher><pub-location><style face="normal" font="default" size="100%">Rio de Janeiro</style></pub-location><abstract><style face="normal" font="default" size="100%">&lt;p&gt;A ideia de que a ciência — ou ao menos as atividades científicas que são consideradas as mais essenciais para a ciência — deve ser livre de valores é bastante difundida. Neste capítulo, vou discutir essa tese, normalmente entendida como um ideal de ciência. Na primeira seção, introduzo alguns conceitos e distinções que são importantes para entender essa tese, como a diferença entre valores cognitivos e não-cognitivos. Na segunda seção, discuto o papel dos valores na seleção de problemas e na metodologia científica. Na terceira seção, apresento dois argumentos canônicos contra o ideal da ciência como livre de valores: o argumento da lacuna explicativa, de Helen Longino (1990), e o argumento do risco indutivo, de Heather Douglas (2009). Na quarta seção, discuto algumas respostas a esses argumentos. Por fim, na última seção, a partir da abordagem ecológica, exploro e sustendo a ideia de que a reconcepção da ciência como uma atividade social situada e adaptativa supera a dicotomia entre fato e valor que subjaz a discussão. Essa nova concepção de ciência nos permite acomodar melhor os resultados dos argumentos apresentados na terceira seção. &lt;/p&gt;
</style></abstract></record></records></xml>