<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><xml><records><record><source-app name="Biblio" version="6.x">Drupal-Biblio</source-app><ref-type>5</ref-type><contributors><authors><author><style face="normal" font="default" size="100%">Levy, Lia</style></author></authors><secondary-authors><author><style face="normal" font="default" size="100%">de Abreu, Andrea Alves</style></author><author><style face="normal" font="default" size="100%">de Oliveira, Fellipe Pinheiro</style></author><author><style face="normal" font="default" size="100%">Guerrero, Markos Klemz</style></author><author><style face="normal" font="default" size="100%">Pinto, João Vitor Volk Ferreira</style></author><author><style face="normal" font="default" size="100%">Soares, Francisco</style></author></secondary-authors></contributors><titles><title><style face="normal" font="default" size="100%">{Nota sobre a dúvida do sonho na Primeira Meditação}</style></title><secondary-title><style face="normal" font="default" size="100%">Diálogos cartesianos: estudos em celebração a Ethel Menezes Rocha</style></secondary-title></titles><keywords><keyword><style  face="normal" font="default" size="100%">argumento_do_sonho</style></keyword><keyword><style  face="normal" font="default" size="100%">descartes</style></keyword><keyword><style  face="normal" font="default" size="100%">dúvida</style></keyword><keyword><style  face="normal" font="default" size="100%">escolastica tardia</style></keyword><keyword><style  face="normal" font="default" size="100%">sonho</style></keyword><keyword><style  face="normal" font="default" size="100%">Suarez</style></keyword></keywords><dates><year><style  face="normal" font="default" size="100%">2025</style></year></dates><urls><web-urls><url><style face="normal" font="default" size="100%">https://wp.ufpel.edu.br/nepfil/files/2025/11/DC.pdf</style></url></web-urls></urls><publisher><style face="normal" font="default" size="100%">NEPFIL Online</style></publisher><pub-location><style face="normal" font="default" size="100%">Pelotas</style></pub-location><pages><style face="normal" font="default" size="100%">81–101</style></pages><language><style face="normal" font="default" size="100%">eng</style></language><abstract><style face="normal" font="default" size="100%">&lt;p&gt;Este artigo dialoga com a interpretação de Ethel Rocha (2016) acerca do escopo do método da dúvida cartesiana na Primeira Meditação, em especial no que tange à hipótese do sonho. Rocha sustenta que a dúvida de Descartes visa refutar o modelo escolástico de racionalidade — alicerçado na experiência sensível —, sem pôr em dúvida seu próprio paradigma racionalista. Para ela, a hipótese do sonho seria suficiente para abalar o princípio aristotélico-escolástico de que &quot;não há nada no intelecto que não tenha antes passado pelos sentidos&quot; (nihil est in intellectu quod non prius fuerit in sensu). Ampliando essa leitura, este estudo introduz no debate a teoria dos sentidos internos, tal como elaborada na recepção da psicologia aristotélica desde Avicena e assimilada pela escolástica tardia. Defendo que essa teoria confere maior robustez à tese de Rocha — de que Descartes busca persuadir um leitor versado na filosofia das Escolas —, ao demonstrar como o argumento do sonho visa especificamente processos dos sentidos internos, centrais à epistemologia escolástica. Contudo, a incorporação desse marco teórico revela duas divergências interpretativas: a dúvida do sonho deixaria intocado o valor epistêmico dos dados sensoriais originários dos sentidos externos; e, consequentemente, a confiabilidade desses dados deve ser questionada pelas razões metafísicas de duvidar.&lt;/p&gt;
</style></abstract><notes><style face="normal" font="default" size="100%">&lt;p&gt;n/a&lt;/p&gt;
</style></notes></record></records></xml>